Filme música e livro…

“A Vida é Bela”

São raros os filmes que conseguem transmitir a sensibilidade e pureza que “A vida é bela” transmite. O roteiro é magnífico, temperado por irresistíveis misturas de drama e comédia, que dão ao filme um caráter ainda mais emocionante. Acrescenta-se a isso a abordagem de um tema que possui inegável importância: o holocausto. Com todas essas características, o filme de Benigni se torna simplesmente inesquecível, por mostrar que podemos encarar e até mesmo levar os outros a ver os problemas de maneira diferente.

“Rosa de Hiroshima”

É um poema de Vinícios de Moraes que foi musicado por Gerson Conrad para a banda “Secos e Molhados.” Fala sobre a explosão atômica de Hiroshima.

Letra Da Música

“Pensem nas crianças Mudas telepáticas Pensem nas meninas Cegas inexatas Pensem nas mulheres Rotas alteradas Pensem nas feridas Como rosas cálidas Mas, oh, não se esqueçam Da rosa da rosa Da rosa de Hiroshima A rosa hereditária A rosa radioativa Estúpida e inválida A rosa com cirrose A anti-rosa atômica Sem cor sem perfume Sem rosa sem nada”

Breve histórico sobre a bomba de Hiroshima


A Segunda Guerra estava praticamente terminada. Os conflitos restantes aconteciam no Pacífico. E foi no Japão, mais precisamente em Hiroshima e Nagasaki, que a humanidade conheceu a mais terrível criação da tecnologia. Em 06 de agosto de 1945, era lançada a primeira bomba atômica em alvo humano.

Hiroshima, 6 de agosto de 1945 – 8h45min

A Guerra estava no fim, e Hiroshima permanecia intacta. O governo incentivava todos a manter as atividade cotidianas. Nesse momento, os japoneses ouviram o alarme indicando a aproximação de um avião inimigo. Era um B-29, batizado de “Enola Gay. Do avião, foi lançada a primeira bomba atômica sobre um alvo humano, batizada “Little Boy”.



Little Boy foi a primeira bomba atômica
a ser lançada sobre um alvo humano


Instantaneamente, os prédios desapareceram junto com a vegetação, transformando Hiroshima num campo deserto. Num raio de 2 quilômetros, do hipocentro da explosão, tudo ficou destruído. Uma onda de calor intenso, emitia raios térmicos, como a radiação ultravioleta.


Um dia após a explosão, os escombros em Hiroshima
eram cobertos por uma tênue cortina de fumaça

Os sobreviventes vagavam sem saber o que havia atingido a cidade. Quem estava a um quilômetro do hipocentro da explosão, morreu na hora. Alguns tiveram seus corpos desintegrados. O que aumentou o desespero dos que nunca vieram a confirmar a morte de seus familiares.

Quem sobreviveu, foi obrigado a conviver com males terríveis. O calor intenso levou a roupa e a pele de quase todas as vítimas.
Vários incêndios foram causados pelos intensos raios de calor emitidos pela explosão. Vidros e metais derreteram como lavas.

Uma chuva preta, oleosa e pesada, caiu ao longo do dia. Essa chuva continha grande quantidade de poeira radioativa, contaminando áreas mais distantes do hipocentro. Peixes morreram em lagoas e rios, e pessoas que beberam da água contaminada tiveram sérios problemas durante vários meses.

O cenário da morte era assustador. As queimaduras eram tratadas com mercúrio cromo pela falta de medicamento adequado.

Não havia comida e a água era suspeita. A desinformação era tanta que muitos japoneses saíram de suas províncias para tentar encontrar seus familiares em Hiroshima. Corriam o maior risco pós-bomba: a exposição à radiação.

Não se sabe exatamente porque Hiroshima foi escolhida como alvo inaugural da bomba atômica. Uma explicação considerada plausível, é pelo fato de a cidade estar centrada em um vale. As montanhas fariam uma barreira natural, o que ampliaria o poder de impacto da bomba. Conseqüentemente, conheceriam a capacidade de destruíção nuclear com mais precisão. Outra explicação é baseada no fato de Hiroshima ainda não ter sido atingida por nenhum ataque. Isso, aliado à proteção das montanhas, daria a medida exata da destruição da bomba nunca antes testada.

De concreto, sobraram os horrores de uma arma nuclear, com potência eqüivalente a 20 mil toneladas de dinamite. Ainda hoje, passados 62 anos da explosão da primeira bomba atômica, o número de vítimas continua sendo contabilizado, já ultrapassando 250 mil mortos.

A lição que ficou…

O ataque nuclear a Hiroshima sofre até aos dias de hoje críticas por parte da humanidade, lideres mundiais se posicionaram contra essa crueldade, e após conhecer o potencial de destruição das bombas atômicas, as potências temem se envolver em um conflito nuclear, a bomba de Hiroshima deixa umas das lições mais importantes da humanidade: existe a possibilidade de sermos exterminados como espécie, não simplesmente mortes individuais, mas o fim da espécie humana.

Fonte: pt.wikipedia.org

“O Principezinho”

Leia \”O Princepezinho\” clicando aqui.

“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos… “

“Foi o tempo que tu perdes-te com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.”

O pequeno príncipe é uma obra simples na sua aparência, mas profunda e de conteúdo filosófico. Seus personagens são carregados de simbolismos: o rei, o contador, o geômetra, a raposa, a rosa, o adulto solitário e a serpente, entre outros.
O pequeno príncipe vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões, dois ativos e um extinto. Tinha também uma flor, uma formosa flor de grande beleza e igual orgulho. Foi o orgulho da rosa que arruinou a vida tranquila do mundo do pequeno príncipe e o levou a começar uma viagem que o trouxe finalmente à Terra.
Aqui ele encontrou diversos personagens a partir dos quais conseguiu descobrir o segredo do que realmente importa na vida.

É uma obra que nos mostra uma profunda mudança de valores, que ensina como nos equivocamos na avaliação das coisas e das pessoas que nos rodeiam e como esses julgamentos nos levam à solidão. Nós nos entregamos a nossas preocupações diárias, nos tornamos adultos de forma definitiva e esquecemos a criança que fomos.

Obs.:O Pequeno Príncipe, embora pareça um livro escrito para crianças, é uma obra urgentíssima para adultos. Suas palavras possuem conotações mais profundas, que não poderão ser notadas em uma simples leitura. Esta obra pode ser considerada como Fábula, ou se preferir, Parábola.

Muitas pessoas vivem sem amigos e tantos casamentos são desfeitos porque somos muito imediatistas e nos acostumamos a coisificar as pessoas. Queremos tudo para “ontem”. A pessoa não é mercadoria nem objeto de uso; muito menos um computador onde você acessa  quando quer, o que quer e quando precisa. Nós temos um tempo, cada um o seu, e precisamos ser respeitados neste tempo que é único. Quem sabe esperar vai ter um grande amigo, uma grande e nobre pessoa caminhando consigo. Todas as pessoas são nobres em seu interior tantas vezes desconhecido, desrespeitado, machucado. Só o tempo dá respostas ao ser humano.
Quando descobrimos coisas valiosas em nossas vidas, precisamos ter coragem de “perder tempo” com elas. Quando encontramos amigos de verdade precisamos ter coragem de deixar tantas coisas inúteis que nos aprisionam e conviver com eles. Assim como o Pequeno Príncipe se foi, um dia essas pessoas, essas coisas que temos se vão e o que restará serão os momentos bem vividos e convividos com as pessoas ou o ressentimento de não termos vivido bem aquele momento com as pessoas que estávamos. O restante é inútil. Descobriremos isso um dia. O amor que semeamos, a amizade que cultivamos, a verdade que dissemos, o carinho que doamos, o tempo que passamos conosco mesmo, com nossos amigos, com quem amamos ficará. O restante é inútil e passageiro.


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